quinta-feira, 15 de maio de 2008

sintese do texto: "didática e computador"de Paolo Lollini

Resumo do texto: didática e computador
A princípio o que chama a atenção do texto de Lollini é a imensa facilidade que o mesmo tem em discernir sobre um tema que para a maioria é ainda indecifrável, haja visto que, dificilmente conseguimos analisar um movimento (seja tecnológico, social ou moral) quando estamos justamente no meio dele, principalmente, quando se faz necessário tal análise para compreender de que maneira poderíamos utilizá-la como instrumento para a inserção social do readaptado.
É feito uma abordagem (ou melhor uma reflexão) à respeito do grau de sensibilidade com o qual enfrentará os problemas da deficiência, onde segundo o autor: “a ciência e a tecnologia não são neutras e é fato comprovado a tendência auto-destrutiva da humanidade”. Temos ainda uma definçaõ que pode ser considerada das mais esplendorosas quando diz: “ O computador, ídolo cognitivo que substituiu todos os objetos de culto do passado, é um novo presente para os filhos de uma raça dominadora que estendeu domínio sobre todas as terras e mares...Esse emblema da inteligência humana derruba qualquer outra inspiração”...
Suas afirmações são extremamente lógicas, quando por exemplo afirma: “A culpa não é do computador, como o bezerro de ouro assiste sem saber a sua própria deificação”. ou ainda quando diz: “a tecnologia é a primeira grande resposta técnica complexiva aos problemas dos deficientes”.
Em seguida, ele fala á respeito das barreiras (arquitetônicas por exemplo), que são concebidas visando exclusivamente o acesso aos chamados “normais”, e que o mercado de trabalho age com total desinteresse (assim como a sociedade num todo) quando não absorve a força de trabalho dos readaptados.
Sua comparação entre como é tratado o deficiente britânico e o brasileiro, beiram a revolta, e causam indignação diante dos fatos, quando diz: “ O deficiente brasileiro não vive, relegado ao limbo, na escola encontra o direito de viver, já a vida externa se encarrega de mostrar que não há lugar para romantismo, enquanto que o deficiente britânico encontra outro tipo de organização social fora da escola”.
Lollini aponta a escola como um dos principais meios de inserção, porém reconhece que o computador dará ao de43saptado mais chances no computador do que na escola ou na vida.
Daí, segundo ele, a importância da escolha do software que deve ser capaz de ajudar na recuperação, no incremento do rendimento escolar.
Em seguida ele faz a apresentação de alguns softwares que podem auxiliam especificamente em certas limitações causadas por dislexia, autismo e também das deficiências físicas, (cegueira e surdez),
A curiosidade, o interesse e a motivação são instrumentos indispensáveis para enfatizar o uso destas tecnologias todas elas inseridas no computador, sendo o jogo o melhor instrumento de aprendizagem para indivíduos em crescimento.A dislexia é a doença mais comum e a menos entendida,além da neurose do erro ortográfico, e do autismo em interagir com o meio a tornando segundo o autor, “uma fortaleza vazia”, onde a aprendizagem pode estar fadada ao fracasso.
Porém diante destes obstáculos, a tecnologia dos microprocessadores e da integração sobre larga escala são avanços que se apresentam como instrumentos que revolucionarão todo o relacionamento que a humanidade tem consigo mesma de hoje em diante, para os cegos foi criado o optacon, tornando tácteis os caracteres impressos , uma letra por vez, com interfaces adaptadas ao computador, além do Brailink, que é um “terminal inteligente que permite uma programação interativa, como também uma memorização e resgate de informações, tendo entre outras coisas o uso do teclado em Braille e sua passagem para o convencional sem complicações”.
Por fim percebe-se que o readaptado é visto pelo autor como um “capital social”, que “não é medido em termos de proveito econômico”, onde o mesmo vê a escola e o poder político como único meio para afirmar um ideal educativo, onde de forma brilhante conclui: “não considera os improdutivos como se fossem sapatos fora de uso,devem tomar iniciativas, fornecer idéias e apresentar exigências”.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

as máquinas: a encruzilhada da tecnologia


Não resta a menor dúvida que para os portadores de necessidades especiais, a tecnologia se torna um facilitador, abre novos caminhos para novas relações entre professor/aluno,e também, o próprio portador e o mundo, onde a inserção é inquestionável diante de softwares existentes nos dias atuais tais como: DOS-VOX, JAWS, OPEN BOOK E VIRTUAL VISION.
Entretanto, não temos um ambiente multímidia inclusivo,pois diante das necessidades especiais, necessitamos urgentemente criar uma estrutura que possa "abarcar" toda uma parcela da população que anseia em fazer parte deste novo mundo. não devemos nos iludir, ainda estamos distantes em colocar em prática criando o caminho entre a tecnologia e aqueles que dela tanto necessitam.
Obstante, ter uma visão unilateral sobre a tecnologia como algo imóvel e rígido, seria no mínimo ingênua,ela é agregadora, afinal,não se julga um instrumento por não estar sendo utilizado de forma mais adequada.
Iolivan

motrix: uma realidade


Informações gerais
O programa Motrix foi criado para permitir o acesso de pessoas com tetraplegia ou deficiências motoras severas que impeçam o uso efetivo dos membros superiores. Através dele, é possível comandar com a voz a maior parte das funções de um computador com Windows.
O Motrix é distribuído gratuitamente pela UFRJ e apenas por ela. Qualquer outra forma de distribuição será considerada ilegal.
O Motrix existe em três versões:
- versão em inglês (mais avançada)
faz uso do sistema de reconhecimento de voz distribuído gratuitamente pela Microsoft
- versão internacional
faz uso do produto VoiceCom, software de origem russa, que é capaz de reconhecer comandos em qualquer idioma.
- versão em português
faz uso do sistema de reconhecimento de voz do departamento de Engenharia Eletrônica da UFRJ
Estamos distribuindo neste momento apenas a versão em inglês, que está suficientemente robusta e testada. A versão em português está sendo homologada no momento e sua distribuição depende de negociação de copyright. A versão internacional utiliza um componente não gratuito, e provavelmente será distribuída em breve pela Fundação Banco do Brasil.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

TECNOLOGIA: A NARCOSE DE NARCISO

O presente estudo propõe a busca da valorização de uma convivência criativa e possíveis contribuições da trajetória e do processo de construção artística via materiais alternativos, sendo o desenvolvimento da criatividade o principal elemento. Este trabalho é fruto de uma despretensiosa, porém responsável abordagem, no dizer de Luigi Pareyson (1989:32),de uma construção formativa, para ele a arte é “um tal fazer que, enquanto faz, inventa o por fazer e o modo de fazer”, sendo capaz de transgredir formas e teorias pré-concebidas; modificando pois a errônea suposição de que estamos aprisionados as máquinas ou programas computadorizados com suas funções pré-determinadas, nas mais variadas áreas inclusive na artística, teorias idem.
Esquecemos que o homem quer ser mais do que apenas ele mesmo, o homem anseia por absorver o mundo circundante, por isso a arte torna o homem uníssono com o todo, entretanto, vivemos um período em que muitos acham ser a tecnologia a única ferramenta, e o trabalho ligado únicamente a produção, sendo a arte uma ocupação menor,sendo irônicamente seus “produtos” um excelente investimento em tempos de crise... voltada mais para o homem é por princípio um mágico, porém a tecnologia não é o único coelho branco que ele pode “tirar” de sua cartola.
Temos dois pilares que sustentam a co-educação: de um lado, experiência adquirida no dia-a-dia, do outro a escola, tendo ao centro o homem, com seus conhecimentos em estado de permanente ebulição. Nos dias atuais milhares de pessoas ouvem música, assistem TV, navegam na internet e para quê? Dizem que procuravam recreação, divertimento. que estranho e misterioso divertimento é este?Se observarmos mais atentamente nesta miscelânia de anseios e objetrivos o fio condutor serásempre o meio a arte.
Segundo o Profº de História da Arte do Instituto de artes da Unicamp, José Roberto Teixeira Leite, no século XIX, alguns teóricos como Wilbois e Durkhein excluíram o fazer artístico do rol das atividades sérias, onde segundo ele, “para estes o artista que esculpe um torso, que pinta uma natureza-morta ou compõe uma canção não passa de um marginal, de um preguiçoso e, talvez mesmo, de um doente “.
Mais irônico ainda é observar que a criadora do Museu de Imagens do Inconsciente, Nise da Silvera, dizia não ter “pacientes” e nem mesmo “doentes” tinha apenas “clientes”.(TEMPOS EM QUE OS TRABALHOS ARTÍSTICOS DE SEUS CLIENTES GANHAVAM NOTORIEDADE).
Entretanto muitos ainda estão neste início de século vivendo o chamado “mito da caverna de Platão” onde a realidade nada mais é do que sombras distorcidas, de uma suposta realidade e de lá conseguem sair. “Alindou-se” um caminho que nada mais é do que um “caminho”.
Parabenizamos aqui os doentes, preguiçosos e marginais que com a sua teimosia em não aceitar tais sombras, preferiram produzir não bens e serviços,mas algo muito mais profundo “CLIENTES” que optaram pela arte , único meio capaz de produzir mastodônticas estruturas feitas no alvorecer da história.Megálitos nas planícies de Salisbury, Pirâmides no deserto de Gizé, Zigurates nos lisos da Mesopotâmia, Muais na ilha da páscoa todos elevando-se soberbos e bem visíveis, tendo nas emoções de quem os idealizou sua força motriz, força esta que já carregava o homem paleolítico,vibrante que servia como fator de imagens, escondida nos fundos de sinuosas cavernas bloqueadas por estalactites e encharcadas, úmidas e sem luminosidade, serviram de santuário para explosões de criatividade,muito bem resguardada da ação erosiva do tempo.
Toda arte é condicionada pelo seu tempo e representa a humanidade, onde cada um vê e vive os fatos à sua maneira,objetos do cotidiano podem se transformar em vigorosas ferramentas, não significando que haja uma homogeneidade, Em 1913 Duchamp se depara com um maquinismo; um triturador de chocolate em funcionamento numa loja de doces. Então ele acaba por adaptar o aparelho para os seus objetivos artísticos, colocando-o em uma mesa baixa de pernas curvas, e pinta o triturador de chocolate nº 01; um estudo a óleo para uma de suas maiores criações maquinal o reino do celibatário.
A vida artificial ainda está só no início, num estágio, descrito por Antonio R. Damásio comparável ao do surgimento da vida e da evolução do homem. Sendo assim vivemos um momento único onde a cibercultura de Levy, não é o fim, mas apenas mais um meio para se levar a termo algo muito mais poderoso do que ela, sem nos esquecermos dos caminhos já trilhados e conhecidos, além de outros novos ligados a própria sobrevivência do planeta, como a reciclagem de materiais.
A profusão de metáforas utilizadas pra descrever o fim do séc.XX, e início do XXI é das mais diversas tais como uma sociedade informática (Adam Shaff), 1ª revolução mundial (Alexander King) ou terceira onda (Alvin Toffler), de aldeia global (McLuhan) poderiam muito bem serem substituídas por sociedade Amébica (Kenichi Ohmae), este abuso de metáforas demonstra uma realidade emergente, onde se super-dimensiona a importância da tecnologia.Deve-se ter clareza que em consonância com as idéias e aspirações, há necessidades impostas por uma situação histórica particular, onde a arte supera qualquer limitação podendo caminhar através de qualquer meio.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.

C. Chaplin









No início do séc. XX através da 7ª arte artistas de renome internacional já procuravam expor em seus trabalhos o temor relacionado a tecnologia desenfreada e desumanizadora . Charles Chaplin expôs os riscos da miséria e de desumanização em "Tempos Modernos" (1936). Anos depois Stanley Kubrick apontou a opressão da tecnologia sobre os homens em "2001, uma Odisséia no Espaço" (1968).A literatura e o cinema cristalizaram os nossos temores em relação ao futuro. Aldous Huxley descreveu, em "Admirável Mundo Novo" (1932), uma sociedade homogênea, composta por pessoas despersonalizadas, que a vida dos cidadãos fosse controlada pela ação de um Estado autoritário no livro "1984" (1949). Fritz Lang anunciou a alienação e a automação do homem-máquina no filme "Metrópolis"(1926), já recentemente os irmãos Wachowski, em "Matrix" (1999), expuseram com grande força os temores diante da informática, da tecnologia capaz de fabricar realidades e desenvolver a extremos as potencialidades humanas e, por isso, imprimir um caráter artificial à vida coletiva.
Apresenta-nos um mundo sombrio, Ridley Scott, em "Blade Runner" (1982), com o parodoxo de se considerar as emoções que parecem ser apresentadas por “replicante” altíssimo desenvolvimento tecnológico aliado a decadência de um mundo num ano não muito distante de 2017.


"A NARCOSE DE NARCISO”
Marshall Mcluhan teórico canadense, detentor do termo “Aldeia global” procurava discutir sobre o impacto que as tecnologias eletrônicas, principalmente as de comunicação, estavam causando sobre os sentidos e as faculdades cognitivas dos seres humanos, chegando a considerá-la como a narcose de Narciso, defendendo a tese de que os homens, assim como Narciso, estavam se deixando entorpecer e fascinar “por qualquer extensão de si mesmos em qualquer material que não seja a deles próprios” (Abbagnano – 2000: 81-82).
Essa fascinação cresce, pois ao integrar o mundo em redes globais, as novas tecnologias da informação estão alterando e remodelando a base material da sociedade em ritmo acelerado, assim como nossa forma de pensar, a natureza, nossa sexualidade, a organização de nossas comunidades e até nossa identidade que corporificamos em nossos deuses, a quem atribuía tudo que parecia inatingível aos seus desejos ou lhe era proibido, transformando-os em ideais culturais.
Para suportar a vida os homens desde a horda primeva, não puderam dispensar as medidas paliativas, as construções auxiliares, os universos metafóricos. NIETZSCHE em o nascimento da tragédia já via o homem como a encarnação da dissonância e que precisava a fim de poder viver, de uma ilusão magnífica que cobrisse com um véu de beleza a sua própria essência... tornando de algum modo a existência digna de ser vivida e impelem a viver o momento seguinte.
Essas tecnologias terminam por estruturar a sociedade em uma oposição bipolar entre a rede e o Ser conforme enfatiza Manuel Castells ( 1999:23, Vol-1) e exatamente neste contexto de desencantamento imposto pelos avanços da ciência e da tecnologia e pela proeminente racionalização que passou a estabelecer a correspondência entre a ação humana e a ordem do mundo, a partir de meados do séc.XX mais uma ferida foi imposta, ele já não detém mais o privilégio de ser o único portador da inteligência e seu corpo já não termina em sua pele, pele que antes era apenas um dispositivo de proteção e agora passa a ser um dispositivo de comunicação do tamanho do planeta.
Inclusão assegura 63% de portadores de necessidades especiais nas escolas

By João Santucci in GeralPublished: Friday, 12 January 07 - 02:30 PM (GMT -04:00) Last Updated: Wednesday, 24 January 07 - 09:33 AM (GMT -04:00)
A inclusão de estudantes com deficiência em classes regulares da educação básica constitui a principal vitória do trabalho desenvolvido pela Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC) em 2006.

A prova está no salto das matrículas, de 640.317 em 2005 para 699.817 este ano, e no aumento da participação da rede pública nesta oferta — concentra, hoje, 63% das matrículas. A abertura e a preparação das classes regulares para receber alunos com deficiência deve ser atribuída, segundo a secretária Cláudia Dutra, à aplicação correta da legislação educacional do País, a acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário e, principalmente, às inúmeras parcerias firmadas pela Seesp com as redes públicas estaduais e municipais. “A educação se faz de forma colaborativa, e a classe heterogênea constitui o modo mais rico de aprender”, disse Cláudia.
A comparação dos números mostra que o avanço nos últimos oito anos é significativo. Em 1998, apenas 6,5 mil escolas públicas tinham alguma matrícula de aluno com deficiência, contra 50.431 estabelecimentos registrados em 2006. Na avaliação da secretária, o Brasil avançou também na oferta de oportunidades qualificadas para alunos superdotados e com altas habilidades. Para eles, como para aqueles com deficiência, aumentaram os programas de qualificação dos professores e as salas de aula foram equipadas com recursos tecnológicos e mobiliário adequados. Além disso, foram desenvolvidos projetos de revisão das condições de ingressos em prédios, salas e bibliotecas.
Ionice Lorenzoni
Fonte: http://portal.mec.gov.br/